Bento XVI pede fim da violência na Terra Santa
Mostra sua proximidade especial aos fiéis da paróquia de Gaza
Por Inma Álvarez
CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 1 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).- O Papa dedicou o final da homilia de hoje, Dia Mundial da Paz, a mostrar sua proximidade aos cristãos da Terra Santa e a implorar a paz para esta região, diante da situação de violência que vive nas últimas semanas.
Em relação ao tema de sua mensagem para o Dia de Hoje, Combater a pobreza, construir a paz, ao qual dedicou sua reflexão principal na homilia da missa, o Papa explicou que combater e vencer a pobreza é uma necessidade para se construir a verdadeira paz.
O pontífice deplorou a intensa violência desatada na faixa de Gaza, «em resposta a outra violência», e afirmou que também a violência, também o ódio e a desconfiança são formas de pobreza, «talvez maiores», que devem ser combatidas.
O Papa mostrou seu convencimento do «profundo desejo de viver em paz» que está no coração da grande maioria dos israelenses e palestinos, em perigo por causa da violência.
Neste sentido, expressou também a fundada esperança de que, com a sábia e prévia contribuição de todos, não será impossível escutar, ir ao encontro e dar respostas concretas ao desejo de «viver em paz, em segurança e dignidade» desses povos.
Em particular, recordou especialmente os pastores dessas Igrejas, «que nesses dias tristes levantaram suas vozes», e seus fiéis, especialmente os da «pequena mas fervorosa paróquia de Gaza».
Junto a eles, o Papa quis colocar «aos pés de Maria as preocupações pelo presente e os temores pelo futuro», e pediu a intercessão da Virgem para que «obtenha de Deus o dom da paz para a Terra Santa e para toda a humanidade».
Esta nova intervenção em favor da paz no Oriente Médio é somada ao apelo, feito durante a oração do Ângelus no dia 28 de dezembro passado, para que a comunidade internacional intervenha para favorecer o diálogo entre palestinos e israelenses.
O Papa pediu para que não se deixem de tentar alguma via para ajudar os israelenses e palestinos a saírem desse beco escuro e a não resignarem-se à lógica perversa do confronto e da violência.