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| Reflexões - Dom Fernando Antônio Figueiredo .....Bispo da Diocese de Santo Amaro | ||||
| Quarta-feira 21 de fevereiro Mt 6, 1-6.16-18: A esmola em segredo Texto bíblico: “...”. A oração, o jejum e a vigilância eram considerados pelos judeus como as obras mestras da vida religiosa. Eram vistos como os sinais chaves de uma pessoa piedosa, os três grandes pilares sobre os quais se baseava a vida virtuosa. Nesta passagem, Jesus nos mostra a razão pela qual praticamos tais obras. Trata-se precisamente de não querer simplesmente aparecer como justo de acordo com as impressões exteriores dos homens, mas de ser interiormente justo, como Deus nos quer. A verdadeira piedade é mais do que parecer bom ou santo. O Evangelho nos fala da vigilância, propriamente dita, no sentido de permanecer à espera de Deus e de seu julgamento. Por isso, não se deve fazer algo simplesmente para ser visto pelos homens. Aliás, o verbo empregado em grego corresponde ao que nós utilizamos para designar “teatro:”. Pelo único fato de que a boa obra é luz, ela “brilhará diante dos homens”, pois é realizada de preferência diante de Deus e não, como teatro, diante dos homens. Assim a esmola é compreendida como sendo fundamentalmente ato fraterno, partilha, e, por conseguinte, proporcional às possibilidades da pessoa. Felizes os que dão mesmo o que lhes é necessário, como o caso da esmola da viúva. A esmola é também uma espécie de restituição, sinal normal da penitência-conversão-retorno a Deus, como Zaqueu nos dá o exemplo. O jejum e a prece adquirem assim todo um sentido profundo: o sacrifício de louvor assume todo o seu verdadeiro valor. S. Gregório de Nissa pergunta: “Desejas uma glória imortal? Mostra tua vida, no segredo, Àquele que é suficientemente poderoso para proporcionar a glória que desejas. Tens medo de uma vergonha eterna? Tema aquele que manifestará tua vergonha, no Dia do Julgamento...”. Que “sua vida esteja escondida com o Cristo” , pois é no silêncio da alma, “no mais secreto”, ou seja, no centro de nossa alma, do nosso coração, no mistério de nossa união com o Cristo, o Filho unigênito do Pai eterno, que de fato rezamos, jejuamos e damos esmola. Senhor, daí-me uma fé viva, uma esperança firme e uma caridade fervente, e um grande amor por Vós. |
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