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A Bíblia, é a fonte da verdadeira vida


08/09/2007

A Igreja, todos os anos, em sua sabedoria, nos convida para um acolhimento e vivência sempre maior da Palavra de Deus. Jesus ensina: Quem acolhe e pratica a minha Palavra, ama o Pai, torna-se meu discípulo, possui a vida e a felicidade. (Jo.15,10-11).

As Escrituras: “são divinamente inspiradas e úteis para ensinar, para repreender, para corrigir e para educar na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e capacitado para toda boa obra” (2Tim.3,16-17). Entretanto, todo segredo do encontro com a riqueza da Palavra de Deus se situa no reconhecer que a Palavra não existe apenas para ser estudada, conhecida e anunciada, mas Ela existe, antes de tudo, para ser contemplada, degustada, assumida, amada e vivida. Será sempre na soma do nosso “eu” com Palavra de Deus, que nossa vida se define, se ilumina, se realiza e adquire sentido, transformando-se em fonte permanentemente de vida e de santificação.

A Palavra de Deus é mais que palavra, doutrina ou mensagem. Ela é o próprio Deus que se revela, que se autocomunica e que se dá a nós na Pessoa do Pai, do Filho e do E. Santo. As Escrituras contem a presença da salvação que vem de Deus. Por isto mesmo, a Palavra de Deus, quando acolhida com o coração, é sempre força transformadora de vida, de santidade e de salvação. É alimento e comida indispensável para nossa vida cristã. Entretanto, é bom sabermos, que o próprio Cristo nos adverte que sua Palavra pode ser fonte de vida ou de morte. Se a Palavra de Deus não nos transforma, devemos saber, que o próprio Deus, pouco pode fazer se não a acolhemos como ouvintes e confidentes dela como o foram, Maria, os santos e todos os homens e mulheres de Deus da Bíblia e da Igreja.

O que não podemos ignorar é que a Palavra de Deus é exigente. Ela nos questiona. Pede a coerência da vida e a opção pela verdade. Tem por exigência o acolhimento de todos, particularmente nos compromete com o destino dos que mais sofrem necessidades no corpo e no espírito em nosso meio e pelo mundo. Opõe-se radicalmente à cultura do simples ter, gozar, usufruir. Pede o espírito da partilha com o compromisso de defender os valores e a dignidade da vida de todos, da concepção a hora da morte.

Jesus mais de uma vez nos advertiu, que quem negar um só de seus preceitos ou ensinamentos, se desvia de seu discipulado. Mas, devemos reconhecer que em nossos dias muitos manipulam a própria Palavra de Deus, escolhendo apenas o que lhe agrada, ou pior, muitos a usam para finalidades que não são as de Cristo. Os maus pastores estão por aí e não são poucos.

Para nós cristãos, sabemos que verdadeiro acolhimento da Palavra de Deus tem por critério de sua autenticidade, o acolhimento da vontade do Pai, o seguimento da Pessoa de Jesus com sua Boa Nova, o amor ao irmão, particularmente o amor ao mais pequenino. Somos chamados a ser “cartas vivas de Deus”, no dizer do apóstolo Paulo.

A felicidade é a procura maior do coração humano. O acolhimento da Palavra de Deus tem o poder de gerar o encontro e a posse da vida, a nível pessoal, de casamento, de famílias, de comunidade, de Igreja e de humanidade.

“Como a chuva desce do céu, rega a terra fazendo a terra ser fértil e produtiva, dando o pão para comer, assim acontece com minha Palavra. Ela não volta sem ter realizado a minha vontade e sem ter cumprido a sua missão” Is.55, 10-11.

Padre Evaristo Debiasi
Assistente Eclesiásitco da Ajuda à Igreja que Sofre / Brasil

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